sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Primeira estação

Dia-a-dia cheio, complexo. Mentes plenas de orgulho exibem-se cheias de jactância perante outras espécies. Entre corridas, trocas e baldrocas; caminhos-de-ferro e solavancos abismais, lá se agitam as mentes e salta discretamente o parafuso do trabalho árduo, começando o reino imperial da "real gana", à qual nós, seus súbditos, obedecemos inexoravelmente.
A pasta al dente enlaça-se numa pista onde o queijo e as natas dançam ao som de jazz; e o bacon trava um luta colossal com os redondos cogumelos domesticados por marca branca, uma luta pelo pedestal de fiozinhos de cereal, ora. É nesta paisagem que se pintam os valores totalitários do reino imperial. De alma preenchida e estômago anafado, começa o culto à "real gana". Fazemos aquilo a que nos ordena e quedamo-nos nos nossos lugares, criando uma osmose perfeita e cordialmente sincronizada. O trabalho árduo vai longe, o parafuso perdido.
Uma vista para um dia cinzento, para um rio de formas aleatórias nas suas suaves ondas. As gotículas de chuva dançam com o vento, esboçam figuras, apagam-se e redesenham-se instantes depois. É perante este quadro natural e tão real que se ligam os aquecedores do coração e se tecem as mais coesas ligações. Esquisitas ou escsitas, uma questão de forma; pois de conteúdo encontram-se cheias.

Pequenos momentos que partilhamos, em cenários tão convidativos como um dia de semblante carregado e com vista para o rio, preenchem estes dias académicos. São pedaços que hoje se registam em palavras e amanhã se recordam em saudade. Linhas online, pedaços de papel, notinhas escondidas em cadernos alheios, fotografias ou filmes caseiros. A receita para guardar o que de bom se vive e viverá é extensa, mas cozinheiro já temos! Venham então as experiências, o resto é deixar-se ir pela "real gana".

Por André Ramos .

Parte I ou o caminho breve para a alucinação !

As linhas (re)fazem-se na definição de contornos objectivos. As vontades exprimem-se em experiências de emancipação universitária. As médias ordenam-se e esperam pelo dia do bonequinho azul a saltar. E ele lá está. Azul. E salta. É o dia. E lá estamos nós, também. A olhar a ESCS de uma forma diferente. Integrados. Envolvidos na ordem sequencial dos acontecimentos, segundo critérios tradicionais que nos acolhem. Então, há gente que se cruza entre livros, a cor amarela, corredores e caras novas. Há gente que sorri sem saber porquê. Gente que sabe sorrir. Ser. Aproximar-se. E vamos vivendo enquanto os dias passam, enquanto o tempo nos permite ir coabitando entre jantares, comboios, o bar, o bairro, livros, jornais, sonhos, projectos, risos, cafés, vontades, preguiça, folgas proclamadas cinco minutos antes da respectiva aula…

Hoje, sorrimos e sabemos porquê.
Vivendo à melhor maneira dos (des)alinhados!
Por Ana Guedes .