Dia-a-dia cheio, complexo. Mentes plenas de orgulho exibem-se cheias de jactância perante outras espécies. Entre corridas, trocas e baldrocas; caminhos-de-ferro e solavancos abismais, lá se agitam as mentes e salta discretamente o parafuso do trabalho árduo, começando o reino imperial da "real gana", à qual nós, seus súbditos, obedecemos inexoravelmente.
A pasta al dente enlaça-se numa pista onde o queijo e as natas dançam ao som de jazz; e o bacon trava um luta colossal com os redondos cogumelos domesticados por marca branca, uma luta pelo pedestal de fiozinhos de cereal, ora. É nesta paisagem que se pintam os valores totalitários do reino imperial. De alma preenchida e estômago anafado, começa o culto à "real gana". Fazemos aquilo a que nos ordena e quedamo-nos nos nossos lugares, criando uma osmose perfeita e cordialmente sincronizada. O trabalho árduo vai longe, o parafuso perdido.
A pasta al dente enlaça-se numa pista onde o queijo e as natas dançam ao som de jazz; e o bacon trava um luta colossal com os redondos cogumelos domesticados por marca branca, uma luta pelo pedestal de fiozinhos de cereal, ora. É nesta paisagem que se pintam os valores totalitários do reino imperial. De alma preenchida e estômago anafado, começa o culto à "real gana". Fazemos aquilo a que nos ordena e quedamo-nos nos nossos lugares, criando uma osmose perfeita e cordialmente sincronizada. O trabalho árduo vai longe, o parafuso perdido.
Uma vista para um dia cinzento, para um rio de formas aleatórias nas suas suaves ondas. As gotículas de chuva dançam com o vento, esboçam figuras, apagam-se e redesenham-se instantes depois. É perante este quadro natural e tão real que se ligam os aquecedores do coração e se tecem as mais coesas ligações. Esquisitas ou escsitas, uma questão de forma; pois de conteúdo encontram-se cheias.
Pequenos momentos que partilhamos, em cenários tão convidativos como um dia de semblante carregado e com vista para o rio, preenchem estes dias académicos. São pedaços que hoje se registam em palavras e amanhã se recordam em saudade. Linhas online, pedaços de papel, notinhas escondidas em cadernos alheios, fotografias ou filmes caseiros. A receita para guardar o que de bom se vive e viverá é extensa, mas cozinheiro já temos! Venham então as experiências, o resto é deixar-se ir pela "real gana".
Por André Ramos .
Pequenos momentos que partilhamos, em cenários tão convidativos como um dia de semblante carregado e com vista para o rio, preenchem estes dias académicos. São pedaços que hoje se registam em palavras e amanhã se recordam em saudade. Linhas online, pedaços de papel, notinhas escondidas em cadernos alheios, fotografias ou filmes caseiros. A receita para guardar o que de bom se vive e viverá é extensa, mas cozinheiro já temos! Venham então as experiências, o resto é deixar-se ir pela "real gana".
Por André Ramos .